quarta-feira, 11 de abril de 2012

E o emprego vai para: quem tiver a melhor cunha...

Directores e pais defendem novo modelo de ranking 
O topo do ranking é dominado pelos colégios privados. Os resultados também evidenciam uma clivagem entre os exames feitos no Interior e Litoral do país, com classificações globalmente superiores para a segunda zona. As condições de trabalho, nomeadamente a dimensão dos estabelecimentos é uma das razões invocadas para explicar essa disparidade e reclamar um novo modelo de ranking para o país.

Eu se fosse professor numa escola pública não me preocupava com esta "vantagem" das privadas. 
Por duas razões: 
1. Ninguém vai tirar os filhos das escolas públicas para os pôr nas privadas por causa destes rankings, ou pelo menos não as pessoas suficientes para porem o sistema público de ensino em causa. 
2. O verdadeiro ranking, que eu gostaria de ver e comparar, era o da vida profissional dos alunos. Aí é que se pode comparar a sério. 
E daí...
Já se sabe que quem tem pais ricos tem a vida facilitada, não porque se prepare melhor em escolas privadas, mas porque tem "cunhas" para alcançar os melhores empregos. Sempre assim foi e não vejo jeitos de isso se alterar. 
Deixem lá estar os rankings (ou mudem-nos, se assim o entenderem) e concentrem-se no que realmente está mal, como por exemplo:

OCDE. Avaliação dos alunos está demasiado concentrada nas "notas" e não tanto na melhoria
A avaliação dos alunos está demasiado concentrada nas "notas" atribuídas, diz um relatório da OCDE, que defende a necessidade de mudar esta situação através da formação dos professores e do reforço da liderança pedagógica nas escolas.

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