Até à náusea...
- Espero que o Crato acabe com este forrobodó. Obviamente, alterando as regras. Até porque palpito que andarão por aí mais Relvas escondidos nos esgotos da “chico espertice” do que muitos pensarão…
- Contrariamente a quem defende que o ministro da Educação se devia pronunciar sobre este escândalo, não o fazer é a única saída digna. E então se falasse para se escudar na legalidade da “coisa”, seria verdadeiramente demais. É indispensável, neste tempo de crise financeira, económica mas sobretudo de valores, que haja quem não se deixe prostituir. É que, por mais que o povo português possa ser confrontado com (e vitimado por) leis feitas por gente que se preocupa apenas em fazê-las de forma a beneficiar com os buracos que propositadamente lhes faz, ainda há coisas que não se compadecem com a suposta “legalidade” destes e de outros atentados ao Estado de Direito que gostaríamos que Portugal fosse. Chamem-lhe “moral”, “ética” ou simplesmente “decência”.
- É patético e ridículo o esforço que alguns "comentadores de serviço" fazem para desculpar mais este caso do Relvas, depois de terem atacado desalmadamente o Sócrates por se ter licenciado num domingo. Qualquer dos casos foi um abuso, mas este é muitíssimo mais escandaloso. É preciso explicar porquê? De qualquer forma, entre um e outro, venha o diabo e escolha.
- A certificação de competências não pode permitir esta vergonha: equivalências em 32 cadeiras, mais 4 feitas sabe-se lá como, porque provavelmente nem exames o homem fez.
- Certificar competências não é o papel das universidades (embora o possam fazer sem abusar), mas sim transmitir conhecimentos aos alunos, o que obviamente não aconteceu neste caso.
- Ouvindo os responsáveis da Lusófona falar, até parece que neste caso sucedeu o contrário, tal o currículo e o saber apregoados em favor desta personagem.
- O currículo das pessoas não se vê pelos cargos (ia dizer tachos...) que tiveram, mas pelos resultados do seu trabalho. Ora, alguém me sabe dizer o que é que o homem fez assim tão relevante no PSD, na NATO ou quando era secretário de Estado? E que riqueza criou nas empresas por onde andou?
- Não me digam que Bolonha é que permitiu isto e que é igual em todo o lado, porque me recuso a acreditar que a Alemanha, a França ou a Inglaterra permitam ciganices destas.
- Mais do que a Lusófona, quem fica em xeque por causa disto são os professores que o possibilitaram, por acções ou omissões. Confesso que, mesmo sem os conhecer, me custa um bocadinho acreditar que eles estão de consciência tranquila, ainda que o apregoem. Afinal, são professores e não propriamente um bando de prostitutas (sem ofensa para as ditas). Estarão intimamente arrependidos, ou apenas envergonhados pelo impacto que este caso teve?
- Nenhuma empresa aceitaria um trabalhador com base numa licenciatura feita assim.
- A única razão que levou o Relvas a sujeitar-se a esta pouca vergonha foi a vergonha que sentia por lhe chamarem dr. sem o ser. Foi só por causa da saloiice do título.
- O Relvas é um mentiroso compulsivo, como já demonstrou, e cá estaremos para o ir confirmando no dia-a-dia. À boa maneira portuguesa, até à náusea...
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