terça-feira, 10 de julho de 2012

Até à náusea...


  1. Espero que o Crato acabe com este forrobodó. Obviamente, alterando as regras. Até porque palpito que andarão por aí mais Relvas escondidos nos esgotos da “chico espertice” do que muitos pensarão…

  2. Contrariamente a quem defende que o ministro da Educação se devia pronunciar sobre este escândalo, não o fazer é a única saída digna. E então se falasse para se escudar na legalidade da “coisa”, seria verdadeiramente demais. É indispensável, neste tempo de crise financeira, económica mas sobretudo de valores, que haja quem não se deixe prostituir. É que, por mais que o povo português possa ser confrontado com (e vitimado por) leis feitas por gente que se preocupa apenas em fazê-las de forma a beneficiar com os buracos que propositadamente lhes faz, ainda há coisas que não se compadecem com a suposta “legalidade” destes e de outros atentados ao Estado de Direito que gostaríamos que Portugal fosse. Chamem-lhe “moral”, “ética” ou simplesmente “decência”.

  3. É patético e ridículo o esforço que alguns "comentadores de serviço" fazem para desculpar mais este caso do Relvas, depois de terem atacado desalmadamente o Sócrates por se ter licenciado num domingo. Qualquer dos casos foi um abuso, mas este é muitíssimo mais escandaloso. É preciso explicar porquê? De qualquer forma, entre um e outro, venha o diabo e escolha.

  4. A certificação de competências não pode permitir esta vergonha: equivalências em 32 cadeiras, mais 4 feitas sabe-se lá como, porque provavelmente nem exames o homem fez.

  5. Certificar competências não é o papel das universidades (embora o possam fazer sem abusar), mas sim transmitir conhecimentos aos alunos, o que obviamente não aconteceu neste caso.

  6. Ouvindo os responsáveis da Lusófona falar, até parece que neste caso sucedeu o contrário, tal o currículo e o saber apregoados em favor desta personagem.

  7. O currículo das pessoas não se vê pelos cargos (ia dizer tachos...) que tiveram, mas pelos resultados do seu trabalho. Ora, alguém me sabe dizer o que é que o homem fez assim tão relevante no PSD, na NATO ou quando era secretário de Estado? E que riqueza criou nas empresas por onde andou?

  8. Não me digam que Bolonha é que permitiu isto e que é igual em todo o lado, porque me recuso a acreditar que a Alemanha, a França ou a Inglaterra permitam ciganices destas.

  9. Mais do que a Lusófona, quem fica em xeque por causa disto são os professores que o possibilitaram, por acções ou omissões. Confesso que, mesmo sem os conhecer, me custa um bocadinho acreditar que eles estão de consciência tranquila, ainda que o apregoem. Afinal, são professores e não propriamente um bando de prostitutas (sem ofensa para as ditas). Estarão intimamente arrependidos, ou apenas envergonhados pelo impacto que este caso teve?

  10. Nenhuma empresa aceitaria um trabalhador com base numa licenciatura feita assim.

  11. A única razão que levou o Relvas a sujeitar-se a esta pouca vergonha foi a vergonha que sentia por lhe chamarem dr. sem o ser. Foi só por causa da saloiice do título.

  12. O Relvas é um mentiroso compulsivo, como já demonstrou, e cá estaremos para o ir confirmando no dia-a-dia. À boa maneira portuguesa, até à náusea...

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