quinta-feira, 12 de julho de 2012

Cortar-lhes a língua ou rirmo-nos, eis a questão


  1. "Estou absolutamente inocente".
    Duarte Lima, acusado no Brasil pelo assassínio da sua cliente Rosalina Ribeiro.
     
  2. "Governo trata autarcas como delinquentes".
    Isaltino Morais, condenado a sete anos de prisão e a perda de mandato por fraude fiscal, abuso de poder e corrupção passiva para acto ilícito e branqueamento de capitais, bem como ao pagamento de 463 mil euros ao Fisco.

    Leio e fico na dúvida sobre o que se deveria fazer a estes dois mafiosos.
    O primeiro sentimento é, claramente, afirmar que mereciam que lhes fossem cortadas as respectivas línguas. Quem rouba e mata descaradamente, sem que a (in)justiça lhe consiga deitar a mão, deveria pelo menos desaparecer das nossas vistas. Qualquer coisa como fez o Dias Loureiro, por exemplo.
    Mas pensando bem, e já que não é possível castigá-los como mereciam, até é bom que falem e apareçam de vez em quando. Para que nenhum português se esqueça que, enquanto esta canalha não for severamente punida, não é possível haver esperança em dias melhores. Porque é precisamente por causa deles que caímos nesta imundície em que chafurdamos e nos afundamos dia após dia.

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