O ministro da Defesa Nacional, José Pedro Aguiar-Branco, afirmou hoje que o avião ligeiro que foi perseguido domingo por dois caças F-16 da Força Aérea e depois desapareceu do radar não constituiu ameaça sobre o território português.
Confesso que fico mais descansado, perante esta garantia do ministro.
Pensava que vinha aí uma invasão de espanhóis, alemães ou, sei lá, de extraterrestres.
De qualquer forma, ainda que mal pergunte, porque é que a Força Aérea mandou dois (!) F16 perseguir a avioneta - para a Espanha um chegou... -, como é que aqueles dois Ferraris da aviação deixaram fugir um "carro de bois" e para é que serviram as "rigorosas buscas" efectuadas pela GNR?
Acresce que este caso apenas veio a lume porque os espanhóis nos alertaram, o que me leva a fazer mais uma pergunta: alguém por cá faz a mínima ideia de quantos casos haverá em Portugal de introdução de droga a partir de Marrocos, por via marítima ou aérea, ou anda tudo a dormir?
E, já que se fala de drogas, para quando uma lei que, à semelhança do que já acontece na Dinamarca - ou na Madeira... -, considere prejudiciais e, consequentemente, ilegais, todas as drogas, até prova em contrário?
Quantos jovens ainda têm que morrer para essas drogas "legais" deixarem de ser vendidas nas chamadas smartshops?
Não me digam que neste caso, à semelhança do enriquecimento ilícito, também há risco de "inversão do ónus da prova".
São pequenas coisas como estas que fazem a diferença entre um país decente e um paraíso para os patifes...
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