http://economia.publico.pt/Noticia/primeiroministro-grego-pede-em-jornal-alemao-mais-tempo-para-fazer-reformas-1559948
Os alemães acham – aliás, como muitos portugueses – que os «do sul» andaram a portar-se mal, a «viver acima das suas possibilidades», que são uma cambada de caloteiros, de calaceiros e – particularmente os gregos, que nós somos uns "mansos" – de arruaceiros.
Além disso, o conceito de «miséria» é, como tudo na vida, relativo. Miséria, miséria, daquela que têm que «gramar» tantos africanos, asiáticos e latino-americanos, essa espécie de sub-humanos que representa a maior parte da – pronto, tem que ser – humanidade, não temos (ainda) por cá.
Portanto, a Alemanha, grande nação, culta e desenvolvidíssima, cheia de gente que adora trabalhar – apesar de trabalhar menos horas do que a gente de cá –, cheia de gente honesta, também – lá não há corrupção, isso é para os «do sul» –, que teve o "azar" de provocar duas guerras mundiais – mas que, apesar disso, é muito humanista –, a Alemanha, dizia, acha que ainda é cedo para acudir à «cambada».
– Deixemo-los penar mais um bocado, para ver se aprendem – diz a gorda Merkel, enquanto as massas aplaudem, desvanecidas.
E assim vamos (des)andando.
Enquanto a Alemanha não for obrigada a mudar de atitude, pelos seus «parceiros» ou, mais provavelmente, pela diminuição das suas exportações – o superavit deles é o nosso (do sul) deficit –, a situação de milhões de caloteiros, calaceiros e... (pois), vai continuar a agravar-se dramaticamente.
Especialmente a dos mais velhos.
Como diria o nosso presidente, «só nos resta esperar que acabem por morrer»...
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