quinta-feira, 23 de agosto de 2012

A Grécia sufoca...

O primeiro-ministro grego, Antonis Samaras, pediu “um pouco de ar”, ou seja, mais tempo para adoptar as reformas estruturais exigidas pelos credores internacionais, segundo uma entrevista do governante ao diário alemão Bild.

http://economia.publico.pt/Noticia/primeiroministro-grego-pede-em-jornal-alemao-mais-tempo-para-fazer-reformas-1559948

Os alemães acham – aliás, como muitos portugueses – que os «do sul» andaram a portar-se mal, a «viver acima das suas possibilidades», que são uma cambada de caloteiros, de calaceiros e – particularmente os gregos, que nós somos uns "mansos" – de arruaceiros.

Além disso, o conceito de «miséria» é, como tudo na vida, relativo. Miséria, miséria, daquela que têm que «gramar» tantos africanos, asiáticos e latino-americanos, essa espécie de sub-humanos que representa a maior parte da – pronto, tem que ser – humanidade, não temos (ainda) por cá.

Portanto, a Alemanha, grande nação, culta e desenvolvidíssima, cheia de gente que adora trabalhar – apesar de trabalhar menos horas do que a gente de cá –, cheia de gente honesta, também – lá não há corrupção, isso é para os «do sul» –, que teve o "azar" de provocar duas guerras mundiais – mas que, apesar disso, é muito humanista –, a Alemanha, dizia, acha que ainda é cedo para acudir à «cambada».

– Deixemo-los penar mais um bocado, para ver se aprendem – diz a gorda Merkel, enquanto as massas aplaudem, desvanecidas.

E assim vamos (des)andando.

Enquanto a Alemanha não for obrigada a mudar de atitude, pelos seus «parceiros» ou, mais provavelmente, pela diminuição das suas exportações – o superavit deles é o nosso (do sul) deficit –, a situação de milhões de caloteiros, calaceiros e... (pois), vai continuar a agravar-se dramaticamente.

Especialmente a dos mais velhos.

Como diria o nosso presidente, «só nos resta esperar que acabem por morrer»...

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