Dizem os "entendidos" (políticos, economistas, banqueiros, troikistas de cá e de lá, comentadores e outros aldrabões sabichões):
«É preciso reduzir os custos do trabalho e aumentar a flexibilidade»
Baixam-se então os salários, despedem-se trabalhadores, altera-se o Código do Trabalho, reduzem-se as férias, tenta-se abolir a contratação colectiva, tenta-se aumentar o horário de trabalho, etc. e tal, que imaginação não falta.
Resultado:
«Os salários dos portugueses baixaram 1 537 milhões de euros desde que Portugal assinou o memorando de entendimento»
Sim senhor - dirão alguns -, foram medidas muito corajosas do governo, que deram resultado.
Será? Então, o que significa isto:
«Custos do trabalho sobem 5% em Portugal. O índice dos custos do trabalho em Portugal, excluindo a Administração Pública, aumentou 5% no segundo trimestre deste ano, em comparação com o período entre abril e junho do ano passado.»
Perante este quadro, ainda há quem diga que não se deve fazer greves, que temos que ser em comportados, porque andámos a gastar demais e tal...
Entretanto, as PPP não foram tocadas, nem as gorduras do Estado queimadas (mas as do Coelho sim, em manifestação de solidariedade com quem passa fome...)
O César das Neves, mais um economista "conceituado" (como o Constâncio, o Cavaco, o Gaspar, o Bessa, o Beleza e tantos outros...), cruzando as mãos sobre a pança, arrota:
«Miséria? Que tolice! Somos um país rico».
Ora PORRA!
Que é que querem mais?
Que baixemos as calças e ofereçamos vaselina a quem nos está a lixar com um F grande?
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