Ainda não entendi se algumas pessoas são mesmo estúpidas ou se simplesmente gostam de se armar em engraçadas. Na segunda hipótese, parece-me que se deveriam abster de o fazer em documentos pagos com o dinheiro de todos nós.
Se o que está em causa no (des)acordo ortográfico é essencialmente a eliminação de consoantes mudas, qualquer será a parte da palavra MUDAS que essas pessoas ainda não entenderam? Se calhar, há pessoas que não pronunciam o «c» de contactos, mas o (des)acordo não diz que cada qual pode escrever ou não essas consoantes, conforme as pronuncie ou não.
Há algum tempo, participei numa disputa acerca da forma correcta de escrever a palavra «quiser», em que um dizia que se escrevia com «s» e outro que era com «z». Um terceiro pretendeu resolver a contenda, sentenciando que «é como se quis[z]er».
Noutra ocasião, vi escrito «de fato», em fez de «de facto».
Já para não falar na velha história do «cágado» versus «cagado».
O (des)acordo já tem pontos fracos que cheguem, não lhes inventem mais alguns!
Ou inventem, para a gente se rir um bocado...
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